quem somos

QUEM SOMOS







O Casa Amarela 5B -Jornal Online surge da vontade de vários artistas, de, num esforço conjunto, trabalharem no sentido de criar uma relação forte com o público e levando a sua actividade ao seu conhecimento através do seu jornal online.

Este grupo de artistas achou por bem dedicar o seu trabalho pintorNelsonDias, https://www.facebook.com/pages/Nelson-Dias/79280420846?ref=hl cuja obra terá sido muito pouco divulgada em Portugal, apesar de reconhecido mérito na banda desenhada, a nível nacional e internacional e de várias vezes premiado em bienais de desenho e pintura.


Direcção e coordenação: Maria João Franco.
https://www.facebook.com/mariajoaofranco.obra
contactos:
franco.mariajoao@gmail.com
+351 919276762


Sunday, March 25, 2012

Friday, March 23, 2012

Dia Mundial do Teatro









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Tel.: 244 839 672 |moinhodopapel@cm-leiria.pt

GPS: 39º44’25.50”N 8º48’03.80”W


28 QUA_ 10h30 e 15h00

Animação Infantil

“Mielo e Farelo” – Teatro de fantoches

Comemoração do Dia Mundial do Teatro

Até aos 12 anos: gratuito

Público em geral: 2,03€/1,01€

Público-alvo: Crianças e público em geral | inscrição prévia

Mínimo 10, máximo 25 participante




Como participação no DIA MUNDIAL DO TEATRO, publicamos um conto de

Miguel Franco

"Os Fantoches do Estroina"

figura que fazia parte do seu imaginário

enquanto escritor e dramaturgo


Era o meu sonho: ir ao Estroina! Um anseio gritante dentre os meus anseios de criança.
“Irás ao Estroina, deixa lá!”
E eu ia ao estroina a sonhar: uma grande cara vermelha, luzidia, toda envolta em clarões de alegria e sonoras gargalhadas, no
meio de fantoches, dos robertos que falavam, que corriam, que dançavam em rodas e rodas saltitantes…Inchavam-lhe as enormes bochechas a tocar uma corneta doirada e vermelha, atirada ao alto, estrondeando grandes sons que me enchiam os ouvidos infantis de um prazer vivo e maravilhoso.
Era a obsessão, a perdida paixão dos meus quatro anos: ir ver os fantoches à barraca do Estroina!
E um dia…
A feira voltara.
Só se falava nela e nos bonecos de barro, nas espingardas de lata, nas lindas bolas de cores variadas que desciam e subiam presas ao dedo por um elástico e nos fantoches do Estroina!
A minha mãe disse:”Amanhã vais ao Estroina, eu digo à Julita.”
Todos os minutos os respirei a pensar naquele instante glorioso.
De novo, a fulgurante corneta vermelha saiu de entre as bochechas pasmosas de força com que dotara o estroina do meu sonho e ouvi as vibrantes gargalhadas e alegrias.
Fui com a tal Julita. Era uma “grande” da minha rua.
Como foi longo o caminho! Ruas negras e compridas, com luzes muito brancas e pessoas que falavam; árvores e poças de água, muitas; e mais ruas se enfiavam a tardar-me o meu encontro, o meu encontro com o Estroina.
De mão agarrada à Julita, ia saltando e muito apressado, muito excitado a caminho do sonho.
No meio de um negrume viscoso, com raros pontos de luz, a Julita parou.
Parei ao lado dela. Olhei-a ansioso. A passos lentos, pusemo-nos à volta de uma barraca de madeira, toda fechada, muito escura e muito alta.
Era ali.
Com o punho fechado, a Julita foi bater umas tímidas pancadas nas tábuas negras.
Eu adivinhava, eu pressentia lá dentro grande fogo de alegria.
Sem notar de onde surgira, veio uma velha ao pé de nós, acachapada num xaile.
“Não é aqui a barraca dos fantoches?” – perguntámos.
Era.
Com a alma toda aberta, eu olhava e já estava começando a amar aquela pessoa, primeira aparição do mundo sonhado do meu Estroina, mas ela estava dizendo que não, que a porta se não abria, que não havia fantoches!...

Meti a barraca negra toda nos meus olhos.
A Julita puxou-me pela mão: “Vamos embora!”.
Fomos deixando a feira para trás. Qualquer coisa ia crescendo dentro de mim.
E a andar nos passos da Julita, perguntei-lhe porque é que não havia fantoches.
-“ Ela disse que o Estroina se enforcou…” respondeu a Julita.
A minha cabeça virou-se a olhar a barraca sumir-se na escuridão.
Julgo que sentia que apenas o Estroina estivesse melhor (qualquer mal lhe tinha acontecido!) lá voltaria eu pela mão da Julita.
Mas não. Cá dentro, muito no fundo do meu coração de criança,uma dor me dizia…que nunca mais veria o Estroina.

Miguel Franco
Leiria, 25 de Março de 1962

Wednesday, March 21, 2012

O "milagre" da criação não pertence aos deuses mas sim ao Homem e à Natureza


INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DO CONCURSO FOTOÁGUA - DIA 21 DE MARÇO DE 2012, PELAS 19:00

A realizar no Museu da Água - Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos - Rua do Alviela, 12 - 1170-012 Lisboa

(Uma das fotografias premiadas, que será exibida na exposição:
"Água Abençoada" | Miguel Baganha


Monday, March 19, 2012

Maria João Franco no Edifício do Banco de Portugal em Leiria

"no meu silêncio vejo-te em palavras"
Leiria/Portugal
BRIEF TRAVEL BYTHE WORK OF MARIA JOÃO FRANCO
It is not easy to speak of the work of Maria João Franco, even for those who think they know it in its essence. A work so pungent, abyss of ineffable truths, yells us through its forms part of the history of the world, containing the deepest lacerations of Sisyphean condemnation, tragedies that come from far, from the early days, I do not know where, revealing that life can be made and remade over and over, birth or rebirth, a work that is constructed and deconstructed until the sum of what really matters: a «you do not say, how much I'll find you» — unmistakable and basilar mark of the incessant human search for the possible.eternity.The work of Maria João Franco has a global abstract effect, however, it seems to interiorize some evidence of an academic erudition, denouncing unequivocally, from the outset, an escape from the initiation in order to run freely through an imagetic diversity of a plastic universe very own, shadowy and agonizing. On these canvas, however, Bacon seems to peek. Farreras also, but Maria Franco can do it without losing the basis of their own identity. This point of view attempts to explain the difficulty we usually have to separate the influences, links that are perennial but simultaneously move away (or mixed) by the individual life experience of a peculiar mind — symbiotic fruit, perhaps born between difference and similarity, reflecting on canvas, despite the inherent paradoxes, a telluric and strange force of an anthropomorphic nature. Even when the author represents the aged nudes over its untouched freshness.Maria João Franco can dissimulate, in a splendorous and unique way, fecundity, thus generating, through a plastic poetry, its own inexorable search, where semiotics persuades the spectator to look beyond its own solitude, beyond its own suffering. What our eyes tend to recognize in default, here is generally represented in opposition, witnessing a space which Maria João Franco fills in purity,.in.prayer,.in.intimacy.

Perhaps one day the world (re) know the remarkable talent of this Portuguese and universal artist and concede her the merited place, but, perhaps, only after a creation of a new world, after the noisy cities and false paradigms of our bloody civilization have been destroyed.

MIGUEL BAGANHA



OBRA ENQUANTO VIDA Foi numa espécie de silêncios ensurdecedores que Maria João Franco sobreviveu, emergiu várias vezes, e solta agora, ao expor mais uma vez, o seu grito de intransigência perante as «forças» que carreiram modos, modas, os autores e ordens em vigor, com frequentes violações do trabalho independente, para a constelação internacional, sucesso a termo, porque outras barreiras selectivas e obscuras existirão neste século.Desde longa data que Maria João Franco foi dando prioridade a um discurso matérico e de alguma violência, proferido entre uma abstracção de teor expressionista e a convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Passo a passo, o seu imaginário recebia impressões graves do exterior, da experiência exógena, acabando por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida maturação, coisas endógenas, reanimações poéticas da morte e da vida. Tais verdades interiores, sempre em transformação mas nunca em ruptura, contrariavam o terreno minado pela cultura urbana, formações espúrias, filiação nos concursos rápidos ou guerra dos prémios. Com a sua arte reaprendemos algumas versões de valor porventura romântico, até de raiz na memória dos clássicos problematizantes, a par de uma afirmação expressionista (da mesma mágoa) assente mo testemunho de outros renascimentos e no sentido da revolta. A manipulação do gesto, abarcando logo grande parte do campo, entra depois no domínio da pasta, matéria acumulada sobre esboços líquidos. Alguns dos quais parecem despontar propositadamente nas zonas onde a autora preferiu aderir à transparência e por vezes, quando acha necessário conter a catarse, a decisão de aplicar mansas velaturas sobre troncos antropomórficos duros, brutais, escultóricos. Essa aparente moderação lírica avança com um brilho baço sobre aquelas carnações decepadas, de largas texturas e aparência lítica.Esta busca, algo arriscada, passa por matérias e cores sobretudo acinzentadas, exprimindo de facto a pedra da escultura que evoca o corpo, é um trabalho quase contínuo, quase sisifiano, princípio e fim de um todo que também nos pertence, embora sempre nos escape.Anunciada assiduamente pela sua diversidade, o percurso coerente de Maria João Franco parece abalado, sem que as suas bases se ressintam, dado que esse ponto de vista implica diferença, a simbiose entre diferença e semelhança, o que, apesar de todos os paradoxos, confere uma força inusitada a estas massas onde algum fio de sangue aflora, e mesmo nos casos em que a autora representa (na boa memória académica) os nus falsamente envelhecidos na sua intocável frescura.A forma plástica, em Maria João Franco, recupera do espaço da memória, da própria dor, com obstinação, a ideia e a imagem do corpo, mesmo quando este não se aperta entre os limites do campo e se projecta gestualmente no espaço. A liberdade do fazer, no acesso a qualquer metodologia e materiais próprios, não isenta o formador de pensar quais as razões da sua luta, quais as razões do seu objectivo, o que implica a criação ou aceitação de limites ou regras. Maria João sabe perfeitamente essa condição, porque a condição sobra mesmo quando traída com talento. Neste caso, a pintora está sobretudo ao serviço de si mesma, legando a alguém, a verdade da obra ser um destino de vida.


ROCHA DE SOUSA _2010


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Maria João Franco


www.mariajoaofranco.blogspot.com


franco.mariajoao@gmail.com


tm 919276762


Sunday, March 18, 2012

António Canau

Escultura de ANTÓNIO CANAU de 1997 feita a partir de uma ponta seca de 1996

Edições Salvat "Arte contemporânea nº 18", página 119

"Sem título, de António Canau.

As formas potentes de ressonância orgânica desta obra, executada em bronze em 1997, mantêm nos seus aspectos visuais e tácteis toda a força expressiva. Em evolução constante para a expressão do vazio, do volume e do seu ambiente, as tensões entre a forma e o espaço fluem numa simplicidade poética."


Saturday, March 10, 2012

Fundação Bissaya Barreto em Paris /curadoria de Santiago Ribeiro




Bissaya Barreto Foundation meets in Paris, "heritages Surréalistes" from March 30

After organizing, Portugal, the first major exhibition of surrealist art contemporary"InternationalSurrealism Exhibition Now" (Coimbra, 2010)
- which then brought together works by 56 artists from 31 countries -
the Foundation Bissaya Barreto back to support the meeting, this made in Paris,
some of the great names of art that are part of the surrealist movement today.

Again curated by the artist Santiago Ribeiro (Coimbra) this exhibition,
"Surréalistes Heritages," will bring together works by artists from Portugal,
France, United States, Russia, Czech Republic, Latviaand Vietnam.

The exhibition, hosted by Dorothy's Gallery in Paris,
will be inaugurated on March 30 and will be open until April 15.

Paris Surrealist Heritage – Bissaya Barreto Foundation

Surrealist Heritage

Opening: Friday 30th March 2012, 6pm
Duration: 30th March – 15th April 2012

Opening Hours:
Wednesday to Saturday, 1pm – 7pm
Tuesday and Sunday, 4pm – 7pm

Dorothy’s Gallery
American Center for the Arts
27, rue Keller
Paris, 11e
France

Ph: +33 1 43 57 08 51

http://dorothysgallery.com/

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http://www.fbb.pt/__Logos/fbb.jpg
Quinta dos Plátanos - Bencanta
Apartado 7049
3046-901 COIMBRA
T: +351239800400