quem somos
QUEM SOMOS
O Casa Amarela 5B -Jornal Online surge da vontade de vários artistas, de, num esforço conjunto, trabalharem no sentido de criar uma relação forte com o público e levando a sua actividade ao seu conhecimento através do seu jornal online.
Este grupo de artistas achou por bem dedicar o seu trabalho pintorNelsonDias, https://www.facebook.com/pages/Nelson-Dias/79280420846?ref=hl cuja obra terá sido muito pouco divulgada em Portugal, apesar de reconhecido mérito na banda desenhada, a nível nacional e internacional e de várias vezes premiado em bienais de desenho e pintura.
Direcção e coordenação: Maria João Franco.
O Casa Amarela 5B -Jornal Online surge da vontade de vários artistas, de, num esforço conjunto, trabalharem no sentido de criar uma relação forte com o público e levando a sua actividade ao seu conhecimento através do seu jornal online.
Este grupo de artistas achou por bem dedicar o seu trabalho pintorNelsonDias, https://www.facebook.com/pages/Nelson-Dias/79280420846?ref=hl cuja obra terá sido muito pouco divulgada em Portugal, apesar de reconhecido mérito na banda desenhada, a nível nacional e internacional e de várias vezes premiado em bienais de desenho e pintura.
Direcção e coordenação: Maria João Franco.
Tuesday, July 16, 2013
Catálogo de THE BOX / A CAIXA na Galeria Municipal de Óbidos _ curadoria de Dra. Genoveva Oliveira
clique para ver o catálogo online
Etiquetas:
catalogos online
Saturday, June 29, 2013
Formação Tornando-se…intensidade…movimento… Diálogos em torno da prática curatorial e da arte contemporânea
Formação Tornando-se… intensidade…movimento…
Diálogos em torno da prática curatorial e da arte contemporânea
Dias 29 e 30 de Julho de 2013
Formadora: Genoveva Oliveira
Resumo
O grupo de participantes terá a possibilidade de reflectir sobre os desafios da curadoria e da educação artística, desde o planeamento de uma exposição à sua execução. Com o apoio de WAGNER BARJA, director do Museu de Nacional de Brasilia e o curador da exposição OBRANOME III, patente nas Galerias do Mosteiro de Alcobaça, a formação permitirá reinterpretar esta exposição sobre uma perspectiva do processo criativo e identitário.
Local: Biblioteca Municipal, Alcobaça, Portugal
Público- alvo: artistas, curadores, museólogos, educadores artísticos, docentes e estudantes universitários
Inscrições: genovevaoliveira@ gmail.com
Apoio: Câmara Municipal de Alcobaça
Etiquetas:
actividade cultural-artes
Tuesday, June 25, 2013
F. PISSARRO na Prova de Artista
A Importância da Arte
A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem.
Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações,
porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas,
deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário.
Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam.
A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte,
pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal.
Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales,
penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis.
O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis.
Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo.
Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'
F. PISSARRO, Nasceu em Macedo de Cavaleiros em 1943. Licenciada em pintura pela ESBAL.
Exerceu a função de docente do Ensino Secundário até 2002/03. Foi bolseira da Fundação Calouste
Gulbenkian nos anos lectivos 1968/69. 1969/70 e 1970/71. Investiga e lecciona gravura nos ateliers
da Cooperativa Diferença da qual é sócia fundadora.
(…) Nos trabalhos de gravura é possível constatar um gesto de maior recolhimento no ensaio de cores
terra, sublinhado por notas de silêncio nos fragmentos escuros, evocações de ausência em contraponto
com a presença da luz e do movimento (veja-se os elementos romã e folha na composição “Fio condutor”,
ou na série “Enquadramento de outono”, ou ainda nas composições “Ó tu que habitas nos jardins” e “Mensagem do vento”).
Os elementos referenciados à natureza aparecem-nos num fundo branco e acendem cores de cambiantes múltiplas,
em atmosferas simbólicas de revelação, realçadas pela presença remota de uma escrita caligráfica.
Na série de pinturas a plasticidade do óleo encontra a plenitude da expressão na existência de uma maior variedade
de motivos, da expansão da cor, rasgada por “janelas de azul” que nos devolvem as metamorfoses do olhar da artista
enquanto observadora atenta da realidade, envolvendo-nos no resgate da existência com novas constelações de sentido (…)
Texto de Mª Figueira da Silva.
... ..
Prova de Artista
Rua Tomás Ribeiro, 115 / 1050 - 228 Lisboa
telef.: (+351) 21 319 95 51 / móvel: (+351) 96 836 75 05 / (+351) 91 92 622 92
e-mail: provartista@gmail.com
h: segunda a sexta: 10:30 - 20:00 / sábado: 15:00 - 20:00
estacionamento: parque Hotel Real Palácio
metro: estação de São Sebastião / estação de Picoas
Saturday, June 15, 2013
19 º Aniversário do MAC- Movimento Arte Contemporânea,
Dia 25 de Junho (terça-feira) pelas 18:30.
Abertura das exposições colectivas de Artes Plásticas
comemorativas do
19 º Aniversário do MAC- Movimento Arte Contemporânea,
na Avenida Álvares Cabral 58-60, 1250-018 Lisboa
e na Rua do Sol ao Rato 9C, 1250- 260 Lisboa.
As exposições estarão patentes ao público a partir de 25 de Junho
até ao final de Setembro de 2013,
com interrupção para férias de 03 a 20 de Agosto de 2013, inclusive.
Sunday, June 9, 2013
Wednesday, June 5, 2013
Saturday, June 1, 2013
RUY DE CARVALHO _ juntemos a nossa à sua VOZ
Carta de Rui de Carvalho
Senhores Ministros:
Tenho 86 anos, e modéstia à parte, sempre honrei o meu país pela forma como o representei em todos os palcos, portugueses e estrangeiros, sem pedir nada em troca senão respeito, consideração, abertura – sobretudo aos novos talentos -, e seriedade na forma como o Estado encara o meu papel como cidadão e como artista.
Vivi a guerra de 36/40 com o mesmo cinto com que todos os p...ortugueses apertaram as ilhargas. Sofri a mordaça de um regime que durante 48 anos reprimiu tudo o que era cultura e liberdade de um povo para o qual sempre tive o maior orgulho em trabalhar. Sofri como todos, os condicionamentos da descolonização. Vivi o 25 de Abril com uma esperança renovada, e alegrei-me pela conquista do voto, como se isso fosse um epítome libertador.![]()
Subi aos palcos centenas, senão milhares de vezes, da forma que melhor sei, porque para tal muito trabalhei.
Continuei a votar, a despeito das mentiras que os políticos utilizaram para me afastar do Teatro Nacional. Contudo, voltei a esse teatro pelo respeito que o meu público me merece, muito embora já coxo pelo desencanto das políticas culturais de todos os partidos, sem excepção, porque todos vós sois cúmplices da acrescida miséria com que se tem pintado o panorama cultural português.
Hoje, para o Fisco, deixei de ser Actor…e comigo, todos os meus colegas Actores e restantes Artistas destes país - colegas que muito prezo e gostava de poder defender.
Tudo isto ao fim de setenta anos de carreira! É fascinante.
Francamente, não sei para que servem as comendas, as medalhas e as Ordens, que de vez em quando me penduram ao peito?
Tenho 86 anos, volto a dizer, para que ninguém esqueça o meu direito a não ser incomodado pela raiva miudinha de um Ministério das Finanças, que insiste em afirmar, perante o silêncio do Primeiro-Ministro e os olhos baixos do Presidente da República, de que eu não sou actor, que não tenho direito aos benefícios fiscais, que estão consagrados na lei, e que o meu trabalho não pode ser considerado como propriedade intelectual.
Tenho pena de ter chegado a esta idade para assistir angustiado à rapina com que o fisco está a executar o músculo da cultura portuguesa. Estamos a reduzir tudo a zero... a zeros, dando cobertura a uma gigantesca transferência dos rendimentos de quem nada tem para os que têm cada vez mais.
É lamentável e vergonhoso que não haja um único político com honestidade suficiente para se demarcar desta estúpida cumplicidade entre a incompetência e a maldade de quem foi eleito com toda a boa vontade, para conscientemente delapidar a esperança e o arbítrio de quem, afinal de contas, já nem nas anedotas é o verdadeiro dono de Portugal: nós todos!
É infame que o Direito e a Jurisprudência Comunitárias sirvam só para sustentar pontualmente as mentiras e os joguinhos de poder dos responsáveis governamentais, cujo curriculum, até hoje, tem manifestamente dado pouca relevância ao contexto da evolução sociocultural do nosso povo. A cegueira dos senhores do poder afasta-me do voto, da confiança política, e mais grave ainda, da vontade de conviver com quem não me respeita e tem de mim a imagem de mais um velho, de alguém que se pode abusiva e irresponsavelmente tirar direitos e aumentar deveres.
É lamentável que o senhor Ministro das Finanças, não saiba o que são Direitos Conexos, e não queiram entender que um actor é sempre autor das suas interpretações – com diretos conexos, e que um intérprete e/ou executante não rege a vida dos outros por normas de Exel ou por ordens “superiores”, nem se esconde atrás de discursos catitas ou tiradas eleitoralistas para justificar o injustificável, institucionalizando o roubo, a falta de respeito como prática dos governos, de todos os governos, que, ao invés de procurarem a cumplicidade dos cidadãos, se servem da frieza tributária para fragilizar as esperanças e a honestidade de quem trabalha, de quem verdadeiramente trabalha.
Acima de tudo, Senhores Ministros, o que mais me agride, nem é o facto dos senhores prometerem resolver a coisa, e nada fazer, porque isso já é característica dos governos: o anunciar medidas e depois voltar atrás. Também não é o facto de pôr em dúvida a minha honestidade intelectual, embora isso me magoe de sobremaneira. É sobretudo o nojo pela forma como os seus serviços se dirigem aos contribuintes, tratando-nos como criminosos, ou potenciais delinquentes, sem olharem para trás, com uma arrogância autista que os leva a não verem que há um tempo para tudo, particularmente para serem educados com quem gera riqueza neste país, e naquilo que mais me toca em especial, que já é tempo de serem respeitadores da importância dos artistas, e que devem sê-lo sem medos e invejas desta nossa capacidade de combinar verdade cénica com artifício, que é no fundo esse nosso dom de criar, de ser co-autores, na forma, dos textos que representamos.
Permitam-me do alto dos meus 86 anos deixar-lhes um conselho: aproveitem e aprendam rapidamente, porque não tem muito tempo já. Aprendam que quando um povo se sacrifica pelo seu país, essa gente, é digna do maior respeito... porque quem não consegue respeitar, jamais será merecedor de respeito!
RUY DE CARVALHO
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