quem somos

QUEM SOMOS







O Casa Amarela 5B -Jornal Online surge da vontade de vários artistas, de, num esforço conjunto, trabalharem no sentido de criar uma relação forte com o público e levando a sua actividade ao seu conhecimento através do seu jornal online.

Este grupo de artistas achou por bem dedicar o seu trabalho pintorNelsonDias, https://www.facebook.com/pages/Nelson-Dias/79280420846?ref=hl cuja obra terá sido muito pouco divulgada em Portugal, apesar de reconhecido mérito na banda desenhada, a nível nacional e internacional e de várias vezes premiado em bienais de desenho e pintura.


Direcção e coordenação: Maria João Franco.
https://www.facebook.com/mariajoaofranco.obra
contactos:
franco.mariajoao@gmail.com
+351 919276762


Monday, August 26, 2013

O filho do Cidadão Miguel Lino/ 26 de agosto de 2013

Hoje,26 de Agosto completaria 66 anos Miguel Germano Franco , filho de Miguel Franco 

Miguel Germano Franco 17 anos

(Miguel Franco (Leiria, 1918  1988) foi um actor e dramaturgo português.
Miguel Franco desenvolveu o teatro na sua cidade natal. Recriou o Grupo de Teatro Miguel Leitão de que era director e encenador. A partir de 1950 com a apresentação, por todo o país, da peça Tá-Mar, de Alfredo Cortez, o Grupo de Teatro Miguel Leitão passa a ter um papel relevante na dinâmica do teatro amador em Portugal, salientando-se outras representações, entre as quais O Duelo deBernardo Santareno (proibida pelo regime salazarista antes da estreia). Fez também dar a conhecer as obras de Gil Vicente, numa acção pedagógica e cultural por todo o País. Incentivou o teatro ao ar livre em festivais de verão, começando pala cidade de Leiria onde recriou ao modo vicentino A Farsa de Inês Pereira, que apresentou em espaços como o Castelo de Leiria, Claustro doMosteiro de Alcobaça e Convento de Tomar. Criou no Ateneu Desportivo de Leiria, de que era director, um espaço de conferências a que chamou Sexta-feira à Noite, no qual intervieram entre outrosLuiz Francisco RebelloBernardo Santareno e Rogério Paulo.
Como dramaturgo,é considerado o elemento da dramaturgia histórica mais importante da década de 1970, na História do Teatro em Portugal, de Luiz Francisco Rebello. Da sua obra fazem parte O MotimA Legenda do Cidadão Miguel LinoO Capitão de NaviosVisita Muito Breve, tendo deixado várias obras por terminar, de que se destaca Leonor Fonseca Pimentel.
Actor de cinema a partir da década de 1960, participou em mais de dez películas cinematográficas, como Crime de Aldeia Velha (1963), O Trigo e o Joio (1964) e Lotação Esgotada (1972) deManuel de GuimarãesDomingo à Tarde (1966) de António de MacedoO Cerco (1970) e Vidas (1984) de António da Cunha TellesA Fuga (1976) de Luís Filipe RochaO Rei das Berlengas (1978) de Artur Semedo ou Manhã Submersa (1980) de Lauro António.
A sua última entrevista para a televisão foi feita por Jorge Listopad, a 19 de Fevereiro de 1988, na RTP1.
Foi atribuído o seu nome ao Teatro Miguel Franco, equipamento cultural construído em 2003 na cidade de Leiria.

na sua peça Legenda do Cidadão Miguel Lino  , Miguel Franco faz reviver e dá voz ao filho idealizando a personagem "filho do cidadão Miguel Lino"  


Saturday, July 27, 2013

VIRGÍLIO DOMINGUES _ uma obra notável a preservar como património da acção cultural e social




ANTI-MONUMENTOS, esculturas de Virgílio Domingues-2

 Virgílio Domingues. um dos mais importantes escultures da modernidade das artes nacionais. Um escultor que, por opção, escapava à teia das relações públicas e dos mercados que contaminam as artes.
A ARTE MAIOR ATENTA
À COMÉDIA DA VIDA
Toda a arte traz o cunho da sua época,
mas a grande arte é onde cunho está
mais profundamente vincado
 Henri Matisse, Écrits et Propos sur L’Art

Sei apenas duas coisas muito simples, disse Heikal
(…) a primeira é que o mundo em que vivemos
é regido pela mais ignóbil quadrilha de tratantes
(…) a segunda é esta: acima de tudo, convém não os levarmos a sério;
é isso que eles querem, que os levemos a sério
Albert Cossery, A Violência e o Escárnio
Em toda a obra de Virgílio Domingues a prática artística não se exclui do devir da realidade nem da análise da sua finalidade social e ideológica. É esse o território onde ancoram as suas explorações estéticas e as incursões pela história de arte, observando a sua autonomia relativa mas ficando imune, embora não desatento, à rotatividade e efemeridade das modas artísticas, às obsolescências da arte que, quando se transforma num objectivo fechado em si-própria, se torna descartável em enredos formalistas, o que obviamente recusa e lhe é estranho.
A escultura de Virgílio Domingues está sempre na fronteira de uma narrativa satírica feita com a matéria da memória de um episódio que se perdeu ou que se irá inevitavelmente perder na voracidade do tempo e que é moldado pelo escultor em recordação, na poética da recordação para que não resvale para o esquecimento, para que o seu conteúdo não se degrade nas sempre possíveis leituras imediatas desviantes do seu significado intemporal.
É com essas ferramentas que Virgílio Domingues trabalha com uma originalidade forjada numa lucidez radical. Olha à sua volta com crua agudeza, desmontando os mecanismos do reino deste nosso mundo, onde se legitimam os ataques aos direitos humanos, em nome desses mesmos direitos tendo por palco uma democracia de geometrias variáveis, riscada à medida dos interesses dominantes de uma minoria entrincheirada num corpo legislativo em que se afirma o direito do mais forte à liberdade. Estende uma fina rede de escuta sobre o mundo para decifrar e desarmar as novas roupagens da roupa velha do argumentário dos protagonistas da comédia diária das reformas, da modernização, do desenvolvimento, dos eteceteras futuros, que travestem a sua mediocridade em grandiloquentes exercícios retóricos, onde vale (quase) tudo para fazer vingar as manobras de ocultação dos mecanismos de exploração e dominação social, económica e cultural, com guarida garantida na comunicação social domesticada para se embevecer com essa comédia cheia de brilhantes cenários irrisórios ocupados por farsantes emplumados que querem ser levados a sério. Contrariando o que eles querem, o escultor não leva esses actores a sério, mas torna dramaticamente sérias as situações que protagonizam, numa indignação violenta contra a pauperização da vida promovida por uma sociedade sem perspectivas e que não tem nenhuma dignidade para oferecer.
Os risos, os sorrisos sempre saudáveis e industriosos que as esculturas de Virgílio provocam ou podem provocar são shakespearianos. O seu tema central, persistentemente perseguido, é o do poder, do exercício do poder, dos pequenos aos grandes poderes, explodindo nas megalomanias dos gestos, das situações, dos cenários em que decorrem essas demonstrações que não escapam à ferocidade caústica do escultor que os encena e fixa com uma inegável volúpia no manuseamento da forma, em que é evidente o desejo da transposição do gesso ou do polietileno, materiais com que por economia de meios é (quase sempre) obrigado a trabalhar, para a pedra ou para o bronze, onde a sensualidade do tratamento dos pormenores adquiriria um calor compartilhável e mais próximo do calor humano que a mão inteligente do artista deixa impresso nas esculturas.
Essa temática nuclear na obra de Virgílio Domingues cruza-se constante e fortemente com o da representação da figura humana, questão central de toda história da escultura, que aqui adquire um significado muito particular por a moldar às inflexões sintácticas na anatomia que dão maior legibilidade às obras. Anatomias dos corpos dos objectos que se desenvolvem com uma com uma inusitada riqueza sensual de pormenores sem nunca se perderem em amaneiramentos supérfluos.
Percorrer a obra de Virgílio Domingues é perceber o prazer muito terreno de viajar através da arte pela comédia humana, em que nós também participamos, sem nunca perder o pé do enriquecimento estético.
Manuel Augusto Araújo

Thursday, July 18, 2013

obras artísticas em obranome III – art pieces in obranome III, art exhibition


                                        

                   III, art exhibition at galleries, Alcobaça Monastery


      domingos-guimaraens




Chico Chaves

António Miranda basta


ana hatherly – servidao humana


anna braga

alexandre dacosta



ge orthof



FELIPE


geraldo zamproni escarlate réquiem

leopold wolfleopold wolf

MARCELO SAHEA

marcio zardo copia da copia



roberta imbiriba arvore 

SUELY FARHI – FOLEGO PARTES 1, 2, 3

wagner barja

xico chaves forças ocultas


TINA VELHO
TINA VELHO

     in  Genovevaoliveira's Weblog

Saturday, June 29, 2013

Formação Tornando-se…intensidade…movimento… Diálogos em torno da prática curatorial e da arte contemporânea







Formação Tornando-se…intensidade…movimento…
Diálogos em torno da prática curatorial e da arte contemporânea

 Dias 29 e 30 de Julho de 2013

Formadora:  Genoveva Oliveira

Resumo
O grupo de participantes terá a possibilidade de reflectir sobre os desafios da curadoria e da educação artística, desde o planeamento de uma exposição à sua execução. Com o apoio de WAGNER BARJA, director do Museu de Nacional de Brasilia e o curador da exposição OBRANOME III, patente nas Galerias do Mosteiro de Alcobaça, a formação permitirá reinterpretar esta exposição sobre uma perspectiva do processo criativo e identitário.








Local: Biblioteca Municipal, Alcobaça, Portugal

Público- alvo: artistas, curadores, museólogos, educadores artísticos, docentes e estudantes universitários


Apoio: Câmara Municipal de Alcobaça












Tuesday, June 25, 2013

F. PISSARRO na Prova de Artista


A Importância da Arte

A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem.
Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações,
porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas,
deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário.
Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam.
A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte,
pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal.
Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales,
penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis.
O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis.
Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo.

Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'

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F. PISSARRO, Nasceu em Macedo de Cavaleiros em 1943. Licenciada em pintura pela ESBAL.
Exerceu a função de docente do Ensino Secundário até 2002/03. Foi bolseira da Fundação Calouste
Gulbenkian nos anos lectivos 1968/69. 1969/70 e 1970/71. Investiga e lecciona gravura nos ateliers
da Cooperativa Diferença da qual é sócia fundadora.



(…) Nos trabalhos de gravura é possível constatar um gesto de maior recolhimento no ensaio de cores
terra, sublinhado por notas de silêncio nos fragmentos escuros, evocações de ausência em contraponto
com a presença da luz e do movimento (veja-se os elementos romã e folha na composição “Fio condutor”,
ou na série “Enquadramento de outono”, ou ainda nas composições “Ó tu que habitas nos jardins” e “Mensagem do vento”).
Os elementos referenciados à natureza aparecem-nos num fundo branco e acendem cores de cambiantes múltiplas,
em atmosferas simbólicas de revelação, realçadas pela presença remota de uma escrita caligráfica.

Na série de pinturas a plasticidade do óleo encontra a plenitude da expressão na existência de uma maior variedade
de motivos, da expansão da cor, rasgada por “janelas de azul” que nos devolvem as metamorfoses do olhar da artista
enquanto observadora atenta da realidade, envolvendo-nos no resgate da existência com novas constelações de sentido (…)


Texto de Mª  Figueira da Silva.






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Prova de Artista
Rua Tomás Ribeiro, 115  / 1050 - 228  Lisboa
h: segunda a sexta: 10:30 - 20:00 / sábado: 15:00 - 20:00
estacionamento: parque Hotel Real Palácio
metro: estação de São Sebastião / estação de Picoas