quem somos

QUEM SOMOS







O Casa Amarela 5B -Jornal Online surge da vontade de vários artistas, de, num esforço conjunto, trabalharem no sentido de criar uma relação forte com o público e levando a sua actividade ao seu conhecimento através do seu jornal online.

Este grupo de artistas achou por bem dedicar o seu trabalho pintorNelsonDias, https://www.facebook.com/pages/Nelson-Dias/79280420846?ref=hl cuja obra terá sido muito pouco divulgada em Portugal, apesar de reconhecido mérito na banda desenhada, a nível nacional e internacional e de várias vezes premiado em bienais de desenho e pintura.


Direcção e coordenação: Maria João Franco.
https://www.facebook.com/mariajoaofranco.obra
contactos:
franco.mariajoao@gmail.com
+351 919276762


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Tuesday, June 17, 2014

ALTAR DOS DIAS de MARIA JOÃO FRANCO e LIMITES PARA UM NOVO AMANHECER de TERESA MENDONÇA



Estão a decorrer na ARC16 galeria em Faro


 as exposições de


Altar dos dias


limites para um novo amanhecer





As mostras estarão patentes ao público até 27 de Julho de 2014.

dentro do horário normal da galeria.


Para marcação marque 961529697






Thursday, January 26, 2012

Pintura de Eduardo Neves

a Livraria CÍRCULO DAS LETRAS
e
EDUARDO SANTOS NEVES
convidam as suas amigas e amigos
2 Fevereiro 5ªfeira 18.30h
Abertura de Exposição
CÍRCULO DAS LETRAS – Rua Augusto Gil, 15 B (cruzamento com Oscar Monteiro de Torres / próximo (Av Roma -João XXI-Campo Pequeno) – 210938753
http://www.livrariacirculodasletras.blogspot.com/
Clique aqui para saber a nossa localização

Thursday, April 7, 2011

Fotografia_Daniela Rocha





O Visível Entre Luz e Sombra

Daniela Rocha

Daniela Rocha exposição

O VISÍVEL ENTRE LUZ E SOMBRA

O papel está branco, apesar da luz vermelha. Fica submerso, os meus dedos tocando suavemente nele, enquanto se afoga, arrastando um outro branco que os olhos só podem ver rosado ou sangue diluído. E logo começam a aparecer os fantasmas. A vaga imagem de um sonho aparece sob a água do tanque, alquimicamente a emergir no papel ondulante, como qualquer coisa de outro mundo feita de incertezas. Não se trata de uma ressurreição, mas aquilo existe. Vejo claridades paralelas, de súbito lembram dedos, mas a sua base desmente a sensação, em vez de dedos parecem prumos distorcidos de uma balaustrada, um negro profundo atrás ou em parte nenhuma. Pois não, o que está por cima do que quer que seja são apenas, ou sobretudo, faixas de sombra ligadas a um vazio negro muito denso. A luz parou de subir, há uma sombra doce de um lado, e o que posso enfim descortinar é aparência de pele, pele humana, um corpo em curva, sentado lateralmente, e as formas escuras, paralelas de um modo imperfeito, são aplicações de persianas não fechadas, mal alinhadas, perdendo o efeito gestáltico, dando a ver um corpo feminino entre sombras que lhe asseguram a continuidade, a configuração do ombro, o torso, uma coxa meio encoberta — porventura a lírica aparência da reflexão intimista, pose, ausência, exercício conceptual que apura a nossa controversa mobilidade visual, a percepção e o seu desconfortável limite. A fotografia assim, numa espécie de pose, mostra mais do que o instante do disparo: está pronta a ficar amarelada, dando a ver a alma antiga que absorveu de alguém, testemunhos baços e belíssimos personagens, familiares nossos, por exemplo, que assim ainda existem, enternecidos, levemente desfocados como tudo o que nos rodeia nos caminhos entre lugares urbanos. E num suporte diferente, como acontece se percorrermos todas as imagens expostas, propostas, a dicotomia dos valores dá lugar a outra cadência, do negro à luz capaz de redimir toda a massa de cinzentos que amolece o nosso olhar: são dedos pendidos, em contra luz, sobre um panejamento abstracto, repousam ou apontam caminhos a cada olhar. A teoria desta fase da fotografia de Daniela Rocha passa por vários pontos de referência, pelo corpo recriado entre a luz e a sombra, pelos cruzamentos de formas projectadas, enviesadas, semi-desfeitas com a luz onde a vida parece, embora confusamente, recuperada para o domínio expressivo da pose, da espera, da respiração, enfim, num acordar cheio de escondimentos e de sensualidade.

Rocha de Sousa




Inauguração dia 27 de Abril às 19 horas

Galeria Prova de Artista

Rua Tomás Ribeiro, nº 115, Lisboa

Hotel Real Palácio

Friday, October 16, 2009






Mário Silva
"O pão que o Diabo Amassou"

Inauguração Sexta-Feira 23 Outubro, 2009
No próximo dia 23 Outubro 2009, Taller Experimental de Grafica ou em Havana, que será aberto suas portas pelas 17:00 Exibindo uma exposição "O Pão do Diabo Amassou" uma mostra individual do artista português Mário Silva.






Este artista nasceu em 1929 em Coimbra (Bencanta, Portugal), tendo frequentado a Faculdade de Engenharia na Universidade de Coimbra. A sua não incursão e Domínio das Artes e cinqüenta iniciou-se há dois anos, fez um TENDO Mário Silva na pintura especial ênfase com.br percurso, embora com Domínios Fez também o trabalho dá-nos de artes gráficas, da escultura, da cerâmica e da arte pública monumental. Desde os anos 60, em várias mostras colectivas realizou Participou
individuais, em em salões e bienais Participou Institucionais, Nacionais e Internacionais. A sua obra encontra-se representada em muitos
museus, entre os Quais Museu de Arte Moderna de São Paulo eo Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro (Brasil), ou Museum of Modern Art, em Boston (EUA), O Museu de Arte de Estocolmo (Suécia), ou Stedelijk Museum Amesterdão (Holanda), ou Grão Museu Basco (Viseu, Portugal), ou o Museu de Montecatini (Itália), Museu de Ovar ou ou da ou Museu da República e da Resistência (Lisboa, Portugal).
Sobre a sua obra António Arnaut escreveu: "(...) É uma arte indomada, torrent, como titular da complexa personalidade do seu, ou onde coexistem ea utopia anarquista, a Crença homem e não há futuro para construir, soluce ou sinal da Fecundação simbolizada rectidão na União eo esquadra ou entre bússola, isto é, na harmonia cósmica entre o homem ea natureza, ou que entram ou pensamento ea acção ... ".

texto do catálogo da exposição ou da
Dr. ª Yumil REYES DELGADO, Especialista em Artes Visuais e palestrante.
Quais são os conceitos descrever um teórico relevante para a artista? Talvez sua
influência sobre as Gerações Seguintes, ou o seu aspecto técnico formal
criação subjetiva. Semper defendi uma opinião que a Importância de um criador
Vem da sua Capacidade mística transmitir sentimentos, ao invés de legitimar em
questões contemporâneas.
O trabalho é Mário Silva artística ou espelho de todas as experiências de sua vida,
humor e espírito. Ecos da alma de uma criança brincando com linhas, cores
e dá Multidoser estilos de vida, cidades modernas, nus, Naturezas Mortas, rios e
Pontes. Energia livre da imaginação fértil vai ou entre surrealismo, abstração
do expressionismo e do construtivismo.
A proposta vai além do bela das pinturas figurativas a sua vez
em um trabalho conceitual, que não apenas nos convida a refletir sobre os problemas que vários
do contemporâneo, Contém também um discurso implícito antropológica. Ou
sociedades de conflito, o homem, a dinâmica da pós-modernos mega-cidades, ou
destruição, e integração de várias Instituições síntese e Motivações.
A mistura de cores e texturas do diálogo entre os emergentes, linhas e pontos
figuras geométricas fazendas ou Esboço desaparecer Constituem-nos a própria
técnica do artista. Cidades aparecem magicamente povoadas, como Vítimas da Industrialização
Às vezes parecem que as selvas. A esperança eo romance dois bancos, uma constante
Renovação do rio evocar uma realidade fantástica e colorida.
Um retrato está na essência de seus alma e os sentimentos de seus amigos, ou
São mais importantes características psicológicas do que a aparência física. As qualidades
Expresso de vários artistas (desenhos, gravuras e pinturas) e incontáveis
materiais (óleo, têmpera ou guache, acrílico e argila) foram exploradas em
trabalho.
Apesar de cinquenta anos de vida artística, isso é criança sendo Seduzir romântico
cabelo sentido criativo do processo, que ansiedade em relação ao fazer o golpe final. Ou
Mario Importância Silva reside na sua Capacidade ser cronista de um de sua vida
e Realidade, ctive.
Yumil (LYA) Reyes
Artes Especialista
CNAP, Fundo Cubano de Bens Culturais
Taller Experimental de Grafica
Havana
Callejón del Chorro n º 62
Praça da Sé
Velha Havana, Havana
C.P. 10100 - CUBA
GALERIA DE SACRAMENTO
Arte Contemporânea
Basco Basco Rua Vasco da Gama, 27 A r / c
Edifício São Gonçalo
3830-225 Ílhavo
PORTUGAL



Inauguração: 23 de Outubro de 2009, pelas 17h
Para mais informações:
Tel: +351 96 298 42 68 - Portugal
E-mail: galeriasacramento@galeriasacramento.com.pt
Tel: 8620979 - Cuba
E-mail: tgrafica@cubarte.cult.cu

Thursday, October 15, 2009

Thursday, October 8, 2009

"não! não abro mão da minha maré" /MAC-Movimento Arte Contemporânea






MAC-Movimento Arte Contemporânea
Não!Não abro mão da minha maré.
As escarpas negras envoltas nas espumas
que o mar arremessa
escorrem mar adentro
como a pele que dispo para te envolver.
E tu sabes
Que eu sei
Que nunca aconteces.
E que te quero.
Maria João Franco


O MAC-Movimento Arte Contemporânea


inaugura a exposição comemorativa dos


45 anos de carreira de Maria João Franco


"não! não abro mão da minha maré"
no dia 3 de Novembro de 2009
A mostra estará patente até 27 de Novembro.
MAC' Av. Álvares Cabral 58/60 Lisboa
texto de apresentação
Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, Maria João Franco, tem vindo a ser uma intransigente pesquisadora de verdades e de liberdades interiores, não cessando de se transformar – mantem-se essencialmente fiel a si própria.Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas.A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro. Aqui assenta toda a diversidade da sua obra em que o fio condutor submerge e emerge, consentindo e confirmando toda a sua versatilidade como artista plástica, como criativa e como autora.No envolvimento, ora cálido e terno nas pinturas, ora dramático como bem escreve Rocha de Sousa:”nesta nudez lírica da carne brutalizada por destinos inomináveis é um grito sem fim pelos apocalipses que vivemos todos os dias, navegando à vista, lutando inutilmente contra a morte anunciada” que figura a nossa condição, e que confere harmonia, beleza e estranheza à trivialidade do quotidiano, sabe a autora fazer agir a vontade e o modo de subtrair riqueza plástica a um seu muito pessoal e rico universo imagético. O grafismo, aqui afirmado como elemento estilístico, afirma a autonomia da cor, que polariza e atrai a fluidez antropomórfica das formas, é na sua obra de uma importância fundamental.Fala-nos pela incidência da cor que transporta e assume o papel de interlocutor entre a obra e o espectador.Estamos agora perante uma artista sem hesitações, de um saber constante e ritmado, onde cada tomada de consciência nos abre o caminho para o seu mundo multidisciplinar, onde cada gesto tem o sabor de uma certeza.A arte de Maria João Franco, extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem das formas, na vigorosa materialidade da cor, na força e no encanto da sua evasão e do seu êxtase, é uma fascinante e esplêndida aventura espiritual e técnica.As suas obras, são pois materialização de anseios e de sonhos, notas de realce, na Pintura Portuguesa Contemporânea.
A devoção e o grande profissionalismo, a continuidade e o grande empenho que Maria João Franco nos transmite nas suas obras, revelam-nos estar perante uma grande pintora e uma excelente artista, reconhecida não só em Portugal como internacionalmente.Também, o profissionalismo, agrado e companheirismo com que tem desempenhado junto do MAC, a realização de qualquer projecto que lhe seja proposto correspondendo sempre de forma eficaz e sem rodeios a toda a colaboração, de forma entusiástica e inequívoca a todos os nossos sonhos e anseios, faz de Maria João Franco um ser sempre desejado por nós , que dignifica esta casa e esta equipa, e de quem muito nos orgulhamos.Nesta exposição que agora nos apresenta, mostra-nos a sua constante evolução, a sua infatigável busca, a intranquila qualidade da sua poética, que faz de cada momento uma reencarnação imprevisível, uma nova conquista, um constante enriquecimento.O vigor e qualidade do conjunto destas obras fará, com toda a certeza, que Maria João Franco ocupe um significativo lugar cimeiro no conjunto dos pintores primeiros deste país pela excelência e raridade do conjunto da obra que vem construindo e a que já nos habituou, confirmando o seu grande talento e sobretudo a sua surpreendente e rara qualidade plástica e criativa.
Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea
Zeferino Silva
Director do MAC-Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato,9C,1250-260 Lisboa
tel.21 385 07 89 / tm 96 267 05 32
Av. Álvares Cabral,58/60, 1250-018 Lisboa
tel. 21 386 72 15 / tm 96 267 05 32

Thursday, March 20, 2008

Ainda "tu não aconteces,quando eu te quero"




Textos do catálogo da




Exposição de

Maria João Franco

patente no

Museu da Água




Ao longo de quarenta anos de carreira, Maria João Franco, tem vindo a ser uma intransigente pesquisadora de verdades e de liberdades interiores, não cessando de se transformar – mantendo-se, no essencial, fiel a si mesma.
Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas.A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro.


Aqui assenta toda a diversidade da sua obra em que o fio condutor submerge e emerge, consentindo e confirmando toda a sua versatilidade como artista plástica, como criativa e autora.No envolvimento cálido e terno nas pinturas que figuram a nossa condição, e que confere harmonia e beleza à trivialidade do quotidiano, sabe-se a vontade e o modo de subtrair riqueza plástica a um seu muito pessoal universo imagético.O grafismo, aqui afirmado como elemento estilístico, afirma a autonomia da cor, que polariza e atrai a fluidez antropomórfica das formas, é na sua obra de uma importância fundamental.


Fala-nos pela incidência da cor que transporta e assume o papel de interlocutor entre a obra e o espectador.


Estamos agora perante uma artista sem hesitações, de um saber constante e ritmado, onde cada tomada de consciência nos abre o caminho para o seu mundo multidisciplinar, onde cada gesto tem o sabor de uma certeza.A arte de Maria João Franco, extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem das formas, na vigorosa materialidade da cor, na força e no encanto da sua evasão e do seu êxtase, é uma fascinante e esplêndida aventura espiritual e técnica.As suas obras, são pois materialização de anseios e de sonhos, notas de realce, na Pintura Portuguesa Contemporânea.A devoção e o grande profissionalismo, a continuidade e o grande empenho que Maria João Franco nos transmite nas suas obras, revelam-nos estar perante uma grande pintora e uma excelente artista, reconhecida não só em Portugal como internacionalmenteEm “tu não aconteces, quando eu te quero” título da exposição que agora nos apresenta no MUSEU DA ÁGUA, mostra-nos a sua constante evolução, a sua busca sem fadiga, a qualidade intranquila da sua poética, que faz de cada momento uma reencarnação imprevisível, nova uma conquista, um constante enriquecimento.O vigor e qualidade do conjunto destas obras fará, com toda a certeza, que ele ocupe um significativo lugar na excelente pintura que Maria João Franco vem construindo e a que já nos habituou, confirmando o grande talento e sobretudo a surpreendente qualidade técnica e criativa desta grande artista das artes plásticas do nosso país.


Álvaro Lobato de Faria

Director Coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea


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Tu não aconteces, quando eu te quero


A obra de Maria João Franco é talvez o último reduto de sensualidade neste mundo cada vez mais individualista e asséptico.

É pura poesia que habita na tela, na construção da cor e verbo — na palavra que é indissociável da obra final.Mais do que uma linguagem estética e uma metalinguagem através da palavra a artista criou uma translinguistica que contempla ambas.Uma translinguististica sobre o amor, sobre o corpo, sobre a sensualidade, sobre nós e sobre como nos relacionamos no tocar da pele, sobre o respeito no fogo do prazer, sobre a sacralidade da água que escorre de nós no extâse.“Tu não aconteces, quando eu te quero” é uma exposiçãosobre a dádiva e a negação no amor.Porque quando amamos e queremos e o outro ser não acontece, morre um pedaço de nós.Ensombra-se a claridade do amor puro e pára o movimento para a frente que o distingue.

A Maria João Franco pinta esse jogo de claridade e sombra dos corpos e das almas, conhece dimensões imperceptíveis do amor e estuda o Mistério.

Fala-nos de mulheres e homens que não se contentam em ser comuns e tentam ser Deus.


Agradeço à Maria João Franco a reverência do amor e a sua arte belíssima e ao Álvaro Lobato de Faria o desafio permanente de unir e de desenvolver.



Margarida Ruas Gil Costa
Directora do Museu da Água

Thursday, September 13, 2007

Nelson Dias/ Viagem

Viagem



Excertos de textos criticos à obra de Nelson Dias

“A pintura de Nelson Dias vem de longe, pelos caminhos de uma grande capacidade de representação, e um domínio técnico da sugestão”
“É uma pintura de síntese, síntese emotiva.
É daquela pintura perante a qual faltam as palavras e crescem as emoções”

Porfírio Alves Pires
in Diário de Lisboa - 1989
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. “Em Nelson Dias existe uma força em ebulição, para além da simples habilidade de contornos e cores, é como se nos encontrássemos perante criações de um ser subconsciente, infinitamente mais receptivo que o cérebro, que uma golfada de calor e luz, de vida, de pulso.”
“Com sentido de beleza e, decerto, com o isolamento desesperado do homem actual, o pintor confere ás suas obras direcções de movimento e válvulas de contacto para as situações de anti convenção.”
“O trabalho de Nelson Dias é uma pura obra de sonho, um espaço universal interior. Podemos ver o seu mundo à nossa volta. As fórmulas de encantamento estão lá dentro a voar num espaço obscuro.”

Margarida Botelho
in “80 Artistas em Portugal”
1991
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“Há uma evidente força anamorfótica que atravessa a pintura de Nelson Dias.
Já não é a regularidade do orgânico mas as distorções e a projecção das formas para fora de si mesmas que de modo turbilhonar se destacam do plano e se desentranham animadas por uma espécie de “proteinomorfismo” interno.

As formas mesmo disformes continuam a ser o lugar primitivo do sensível e a representar a sensibilidade da matéria, ou até mesmo o desregramento do sensível.
A matéria acabou por se deixar plasmar indo até aos limites de uma forma que já não é reconhecida, mas da qual ainda avultam vestígios de uma inscrição corporal movida pela animalidade.”

Emídio Rosa Oliveira
in “Revista Artes Plásticas” - 1991
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“A pintura de Nelson Dias escapa ao trabalho epigonal, sendo antes a eleição de um processo (ou de uma forma de figuração). As “coisas” pintadas – torsos, troncos, carne? – obrigam a esta constante interrogação e instauram um jogo de “estranheza”, que mostram que aquela pintura foi profundamente “interiorizada” e que não tem decifração”

Isabel Carlos
in “Expresso” 1990
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breve
viagem
pela obra
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Nelson Dias
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anos 60
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*
breve viagem
pela obra Nelson Dias

anos 80




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Movimento Arte Contemporânea





a inaugurar a 16 de Outubro de 2007pelas 19 horas e a visitar até 16 de Novembro de 2007.


Av. Álvares Cabral 58-60 Lisboa










Vai decorrer no MAC-Movimento Arte Contemporânea, no dia 16 de Outubro pelas 19 horas, em Lisboa no espaço MAC da Av. Álvares Cabral, 58-60, a primeira retrospectiva de Nelson Dias, pintor cujo desaparecimento em 1993, deixou um grande espaço por descobrir no panorama da Pintura Portuguesa. Nelson Dias fazia parte integrante do corpo docente da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Foi ainda o autor da Banda Desenhada,"Wanya, Escala em Orongo", com texto de Augusto Mota e que mereceu as melhores referências da crítica especializada.
________

Para os apreciadores de Pintura a um nível superior, é uma exposição a divulgar e para meditar sobre os verdadeiros valores da estética contemporânea, tendo a obra de Nelson Dias sido um dos marcos mais importantes na História da Arte Portuguesa do sec. XX.

S/ título//grafite s/papel //56.76

s/título//grafite s/papel_56-76_1983


anos 90

*
col.particular

Falar da pintura de Nelson Dias é tarefa difícil e apaixonante.
Pintor de formação sériamente académica e digo seriamente porque não é fácil assumi- lo em dias que correm ,em épocas em que o fazer não evoca de todo o conhecimento, a capacidade e talento de quem o faz.
Na sua multifacetada capacidade como artista e pedagogo, Nelson Dias conquistou sem esforço, nem disfarce, a apreciação de fruidores e alunos.
A imensa e global tendência de interesses fez deste Artista uma dos maiores criativos portugueses do sec. XX.
Como tal, e numa aventura marcadamente portuguesa, foi sempre contestado pelos “menores”, aqueles que sentem os seus efémeros pedestais constantemente ameaçados.
É, por tudo isto que o MAC-Movimento Arte Contemporânea tem o orgulho maior em apresentar esta retrospectiva possível de parte da obra de Nelson Dias que merece de todos nós, de todas as áreas de actividade o maior respeito e esperamos, com toda a determinação e orgulho, ter levantado a ponta do véu que cobre esta obra de tanta ingratidão e silêncio.
Nelson Dias deixou com o seu prematuro desaparecimento uma obra digna de ser reapreciada por quem de direito, por críticos e historiadores avisados e à sua altura e capacidade.
Desde colegas da ESBAP, como aluno, até colegas da ESBAL, como professor, a ameaça da inveja mais indigna, rodeou este homem, que deveria ter sido louvado em vida por todos os que com ele conviveram.

Maria João Franco

Sunday, September 9, 2007

"As Formas do Existir" - Retrospectiva de Nelson Dias


"As Formas do Existir"


Vai decorrer no MAC-Movimento Arte Contemporânea,no dia 16 de Outubro pelas 19 horas, em Lisboa no espaço MAC daAv. Álvares Cabral,58-60, a primeira retrospectiva de Nelson Dias,pintor cujo desaparecimento em 1993,deixou um grande espaço por descobrir no panorama da Pintura Portuguesa.Nelson Dias fazia parte integrante do corpo docente da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Foi ainda o autor da Banda Desenhada,"Wanya,Escala em Orongo",que mereceu as melhores referências da crítica especializada.Para os apreciadores de Pintura a um nível superior ,é uma exposição a divulgar e para meditar sobre os verdadeiros valores da estética contemporânea.
Lisboa ,9 de Setembro de 2007

Maria João Franco
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It will occur at the MAC - Contemporary Art Movement, at the 16th of October , 7 p.m. in Lisbon, Av. Álvares Cabral MAC room, the first retrospective of Nelson Dias, a painter whose disappearance in 1993, left a discovery lack at the Portuguese Art Scene. Nelson Dias was part of the docent body of the Lisbon Art School. He was still the creator of "Wanya - Escala em Orongo" comics, which deserved the best referencies of the specialized critical. To the appreciators of Painting on a high level, it is an exhibition to spread and meditate about the true values of contemporary aesthetical.
Maria joão Franco