quem somos

QUEM SOMOS







O Casa Amarela 5B -Jornal Online surge da vontade de vários artistas, de, num esforço conjunto, trabalharem no sentido de criar uma relação forte com o público e levando a sua actividade ao seu conhecimento através do seu jornal online.

Este grupo de artistas achou por bem dedicar o seu trabalho pintorNelsonDias, https://www.facebook.com/pages/Nelson-Dias/79280420846?ref=hl cuja obra terá sido muito pouco divulgada em Portugal, apesar de reconhecido mérito na banda desenhada, a nível nacional e internacional e de várias vezes premiado em bienais de desenho e pintura.


Direcção e coordenação: Maria João Franco.
https://www.facebook.com/mariajoaofranco.obra
contactos:
franco.mariajoao@gmail.com
+351 919276762


Saturday, April 24, 2010

Educação ,Cultura

Como ressuscitar o morto? Um bom exemplo de educação artística em Porto de Mós.



O património construído português é de uma riqueza admirável, certeza que todos nós temos, mas…lamentavelmente…. Inúmeros espaços histórico-culturais que têm sido recuperados, ficando de “cara lavada”, continuam a sofrer de morte lenta. Agonizam. De que serve ao povo português ou a qualquer tipo de público um Palácio, um Castelo, um Museu que não tenha vida ou alma? Recuperados, gastos milhões de euros do erário público, mas normalmente sem se ter pensado num projecto integrado de gestão cultural? Como qualquer espaço cultural, para ser bem rentabilizado, necessita de uma planificação atempada que passa pelo estudo dos seus públicos, planeamento de actividades, aposta em estratégias de marketing.

Rosana Silva, licenciada em Educação Artística e mestranda em Educação Artística, pela Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa soube estar atenta à realidade histórica e artística do lugar onde vive, Porto de Mós. Pensou e planificou um projecto de educação artística para as crianças do ensino Pré-escolar e durante esta ultima semana, dinamizou um "espaço morto" dando a oportunidade a alunos e a docentes de captarem um diferente “olhar” sobre a arte, e a vivência de um património histórico e local riquíssimo. A Câmara Municipal de Porto de Mós cedeu-lhes o espaço; lamentavelmente não pagou a actividade. A mentalidade “démodé” persistente nos nossos tempos em que não se considera a investigação, a criatividade de um trabalho original, é lamentável no século XXI. O voluntariado tem os seus limites. Mesmo assim, Rosana e a sua equipa (apoio de Sónia Cordeiro, animadora cultural e com formação em Teatro; Anabela Vieira, estudante em Fotografia/Vídeo) não desistiram e através do jogo e da partilha de saberes, num processo de descoberta, inspiradas na fundamentação teórica da grande senhora da educação artística dos nossos tempos, Ana Mae Barbosa, desenvolveram actividades diferenciadas todos os dias. Ao contrário de tanta gente que integra, dinamiza e dirige actividades culturais que não detém qualquer preocupação na fundamentação teórica, na metodologia e na avaliação das actividades, Rosana soube ser rigorosa, critica e atenta em integrar as diferentes vertentes atribuindo o carácter científico, prático e lúdico ao projecto.

Esperemos que a Câmara Municipal de Porto de Mós esteja atenta a este projecto e saiba descortinar que este recurso pode ser uma mais-valia para a dinâmica do castelo e para a imagem da própria autarquia. Um espaço amado pelos naturais e residentes de Porto de Mós, mas tornando-se vivo e activo certamente será uma referência para outros tipos de público. A Rosana sabe que é possível e eu acredito nela.




Genoveva Oliveira

Professora/Investigadora em Educação Artística e Museologia

Doutoranda pela Universidade de Évora